O que é D2C e como implementar esse modelo para vender mais?

E-commerce

28 de junho de 2022

B2B, B2C, C2C… Certamente você já ouviu falar de alguma dessas modalidades de comércio eletrônico. Dentre as principais, uma que tem ganhado bastante relevância é a D2C (Direct to Consumer).

Um tempo atrás, era difícil imaginar um fabricante vendendo diretamente para o cliente final. Considerando o investimento necessário para abrir uma loja física, o padrão era utilizar intermediários, ou seja, varejistas que revendem os produtos para os consumidores.

Com a expansão do e-commerce, porém, esse cenário tem se tornado cada vez mais viável. Afinal, vender pela internet exige custos mais baixos — ainda mais para marcas já consolidadas no mercado.

Ao longo deste conteúdo, você vai entender o que é D2C, as vantagens desse modelo de vendas online e como implementá-lo com sucesso!

O que é D2C?

D2C é uma sigla para Direct to Consumer (direto ao consumidor, em português). Trata-se de um modelo de negócios no qual uma indústria vende seus produtos diretamente para os consumidores finais, sem o uso de intermediários.

Para entender melhor esse conceito, é importante levar em consideração que os fabricantes costumam trabalhar em um modelo B2B (Business to Business, ou negócio para negócio), comercializando suas mercadorias para varejistas.

Os varejos, por sua vez, operam na modalidade B2C (Business to Consumer, ou negócio para consumidor), revendendo os produtos comprados das indústrias para os clientes finais.

No D2C, a indústria não depende desses intermediários para levar as suas soluções para o mercado, se responsabilizando por vender diretamente para a clientela, por meio de um e-commerce próprio.

Entretanto, não é preciso escolher somente um modelo para trabalhar. Muitas empresas contam com uma loja virtual exclusiva e também distribuem seus produtos para serem revendidos pelo varejo tradicional.

Exemplo de comércio D2C

Para ficar ainda mais claro o conceito de D2C, imagine uma fabricante de eletrônicos especializada em notebooks.

Além de comercializar os produtos para varejistas como lojas virtuais e marketplaces revendê-los, a marca pode criar um e-commerce próprio para oferecer os notebooks diretamente para os consumidores finais.

Sendo assim, a empresa atua em um modelo B2B e também mantém um sistema de vendas D2C, de forma a ampliar os seus canais de distribuição e potencializar os seus resultados.

Quais são as vantagens de adotar o modelo D2C?

Se, antigamente, era pouco viável para as indústrias criarem um estabelecimento físico para realizar essas vendas diretas, atualmente essa se tornou uma grande tendência com o crescimento do comércio eletrônico.

A facilidade de criar uma loja virtual própria tem atraído muitos fabricantes a adotarem o modelo D2C. Conheça os principais benefícios de implementar essa estratégia!

Maior controle da marca

Quando a indústria depende somente das revendas dos varejistas, são os próprios lojistas que ficam responsáveis por processos como a definição dos preços finais, a exposição dos produtos, a entrega dos pedidos e o atendimento ao cliente, por exemplo.

Nesses pontos de intermediação, podem ocorrer diversos problemas que impactam diretamente na experiência de compra do consumidor e na reputação da marca.

Já no D2C, todos esses procedimentos ficam por conta do fabricante, que pode controlar melhor as estratégias de vendas e marketing, assim como o fluxo de distribuição.

Com isso, é possível otimizar a experiência do cliente e personalizar a jornada de compra para as suas necessidades e preferências, contribuindo para a sua satisfação com a marca.

Expansão do público-consumidor

Ao combinar uma estratégia de vendas B2B com uma D2C, você também amplia o seu público-consumidor. Afinal, sua marca não depende mais exclusivamente das estratégias de vendas dos intermediadores.

Com um canal de vendas próprio, você fica responsável por divulgar os seus produtos e pode alcançar ainda mais potenciais clientes. Lembrando que é essencial ter em mente a persona da marca para realizar as estratégias mais assertivas.

Redução de custos para o cliente final

O D2C reduz o número de intermediários no fluxo de distribuição, facilitando o caminho do produto até o consumidor e reduzindo os custos do processo de venda.

Dessa forma, é possível cobrar preços mais competitivos, conquistar mais clientes e, ainda, aumentar a lucratividade do negócio.

Por outro lado, é importante ter em mente que assumir um canal de vendas próprio também exige novos investimentos para a empresa, com logística, marketing e atendimento ao cliente, por exemplo. Por isso, lembre-se de fazer um bom planejamento financeiro.

Relacionamento mais próximo com o cliente

Outra vantagem do D2C é que ele permite que os fabricantes tenham um contato direto com os clientes finais, estreitando os laços com o público e podendo entender melhor os seus comportamentos, interesses e preferências ao longo da jornada de compra.

Com essas informações em mãos, você pode aprimorar os produtos e estratégias para melhor atender às necessidades e expectativas dos consumidores, além de oferecer um atendimento cada vez mais personalizado e assertivo.

Como implementar um sistema de vendas D2C com sucesso?

Adotar um modelo D2C demanda alguns cuidados para não afetar o relacionamento da marca com os seus parceiros nem gerar prejuízos financeiros.

A seguir, confira boas práticas para aliar um e-commerce próprio com a revenda em outros varejistas!

Entenda se a empresa está preparada

Antes de tudo, defina os objetivos que você deseja alcançar com um sistema de vendas D2C e verifique se a sua empresa está preparada para manter um canal próprio.

Investir nesse modelo traz custos para a operação, além de exigir a capacitação das equipes e a estruturação de novos processos e áreas. Sendo assim, é preciso analisar com cuidado se essa mudança é viável financeiramente para o negócio.

Evite conflitos com os parceiros

Começar a vender para os consumidores finais pode fragilizar o relacionamento do fabricante com os seus parceiros varejistas. Afinal, eles passam a concorrer diretamente no mercado, e a indústria tem a vantagem de conseguir oferecer preços mais atrativos.

Para evitar conflitos, vale buscar uma estratégia que seja lucrativa para ambas as partes. Algumas táticas que podem ser utilizadas são:

  • selecionar produtos diferentes para vender em cada operação;
  • testar lançamentos no D2C, conseguindo avaliar o desempenho de novos produtos antes deles chegarem nos parceiros;
  • criar um outlet no D2C, comercializando somente produtos de coleções passadas ou que já estão fora de linha.

Um ponto muito importante é manter uma comunicação transparente e eficaz com os parceiros ao longo de todo o processo.

Regularize o seu negócio

Antes de fazer qualquer mudança na operação, é essencial garantir que a empresa está regularizada para atuar como varejista.

Portanto, verifique se o contrato social do negócio permite vender para consumidores finais e, se houver alguma limitação, uma opção é criar um novo CNPJ para a operação D2C. Em caso de dúvidas, sempre consulte o seu contador!

Estruture com cuidado o seu canal de vendas

Com um bom planejamento financeiro e a regularização da empresa, é hora de estruturar o seu canal de vendas. Nessa etapa, pode ser necessário criar novas áreas na operação, assim como modificar setores já existentes.

De forma geral, os principais passos para começar a vender online são:

  • criar uma loja virtual, a partir da compra de um domínio, contratação de um serviço de hospedagem e escolha de uma plataforma de e-commerce;
  • organizar o estoque para o armazenamento e os processos de separação e embalagem dos produtos;
  • estruturar uma operação logística para entregar os produtos diretamente aos clientes finais, com opções de logística reversa e frete adequadas;
  • oferecer métodos de pagamento online variados para que o cliente consiga fazer as compras no e-commerce com a opção que preferir;
  • fazer um planejamento de marketing para alcançar o público-consumidor desejado e promover o novo canal de vendas;
  • estruturar um setor de atendimento humanizado e ágil para resolver os problemas e dúvidas dos consumidores ao longo de toda a sua jornada de compra.

Uma dica é focar em sempre oferecer uma experiência de compra impecável para o cliente. Assim, a sua marca terá muito mais chances de gerar vendas e fidelizar os compradores, alcançando crescimento a longo prazo.

De fato, o modelo D2C se tornou uma tendência no e-commerce. No entanto, como você pode perceber, é fundamental realizar um planejamento cuidadoso para estruturar uma operação de vendas própria com sucesso.

Os pagamentos são uma parte muito importante dessa operação. Aqui no blog, você entende o que são as empresas de pagamentos e como escolher a ideal para o seu negócio. Confira!

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Um tempo atrás, era difícil imaginar um fabricante vendendo diretamente para o cliente final. Considerando o investimento necessário para abrir uma loja física, o padrão era utilizar intermediários, ou seja, varejistas que revendem os produtos para os consumidores.

Com a expansão do e-commerce, porém, esse cenário tem se tornado cada vez mais viável. Afinal, vender pela internet exige custos mais baixos — ainda mais para marcas já consolidadas no mercado.

Ao longo deste conteúdo, você vai entender o que é D2C, as vantagens desse modelo de vendas online e como implementá-lo com sucesso!

O que é D2C?

D2C é uma sigla para Direct to Consumer (direto ao consumidor, em português). Trata-se de um modelo de negócios no qual uma indústria vende seus produtos diretamente para os consumidores finais, sem o uso de intermediários.

Para entender melhor esse conceito, é importante levar em consideração que os fabricantes costumam trabalhar em um modelo B2B (Business to Business, ou negócio para negócio), comercializando suas mercadorias para varejistas.

Os varejos, por sua vez, operam na modalidade B2C (Business to Consumer, ou negócio para consumidor), revendendo os produtos comprados das indústrias para os clientes finais.

No D2C, a indústria não depende desses intermediários para levar as suas soluções para o mercado, se responsabilizando por vender diretamente para a clientela, por meio de um e-commerce próprio.

Entretanto, não é preciso escolher somente um modelo para trabalhar. Muitas empresas contam com uma loja virtual exclusiva e também distribuem seus produtos para serem revendidos pelo varejo tradicional.

Exemplo de comércio D2C

Para ficar ainda mais claro o conceito de D2C, imagine uma fabricante de eletrônicos especializada em notebooks.

Além de comercializar os produtos para varejistas como lojas virtuais e marketplaces revendê-los, a marca pode criar um e-commerce próprio para oferecer os notebooks diretamente para os consumidores finais.

Sendo assim, a empresa atua em um modelo B2B e também mantém um sistema de vendas D2C, de forma a ampliar os seus canais de distribuição e potencializar os seus resultados.

Quais são as vantagens de adotar o modelo D2C?

Se, antigamente, era pouco viável para as indústrias criarem um estabelecimento físico para realizar essas vendas diretas, atualmente essa se tornou uma grande tendência com o crescimento do comércio eletrônico.

A facilidade de criar uma loja virtual própria tem atraído muitos fabricantes a adotarem o modelo D2C. Conheça os principais benefícios de implementar essa estratégia!

Maior controle da marca

Quando a indústria depende somente das revendas dos varejistas, são os próprios lojistas que ficam responsáveis por processos como a definição dos preços finais, a exposição dos produtos, a entrega dos pedidos e o atendimento ao cliente, por exemplo.

Nesses pontos de intermediação, podem ocorrer diversos problemas que impactam diretamente na experiência de compra do consumidor e na reputação da marca.

Já no D2C, todos esses procedimentos ficam por conta do fabricante, que pode controlar melhor as estratégias de vendas e marketing, assim como o fluxo de distribuição.

Com isso, é possível otimizar a experiência do cliente e personalizar a jornada de compra para as suas necessidades e preferências, contribuindo para a sua satisfação com a marca.

Expansão do público-consumidor

Ao combinar uma estratégia de vendas B2B com uma D2C, você também amplia o seu público-consumidor. Afinal, sua marca não depende mais exclusivamente das estratégias de vendas dos intermediadores.

Com um canal de vendas próprio, você fica responsável por divulgar os seus produtos e pode alcançar ainda mais potenciais clientes. Lembrando que é essencial ter em mente a persona da marca para realizar as estratégias mais assertivas.

Redução de custos para o cliente final

O D2C reduz o número de intermediários no fluxo de distribuição, facilitando o caminho do produto até o consumidor e reduzindo os custos do processo de venda.

Dessa forma, é possível cobrar preços mais competitivos, conquistar mais clientes e, ainda, aumentar a lucratividade do negócio.

Por outro lado, é importante ter em mente que assumir um canal de vendas próprio também exige novos investimentos para a empresa, com logística, marketing e atendimento ao cliente, por exemplo. Por isso, lembre-se de fazer um bom planejamento financeiro.

Relacionamento mais próximo com o cliente

Outra vantagem do D2C é que ele permite que os fabricantes tenham um contato direto com os clientes finais, estreitando os laços com o público e podendo entender melhor os seus comportamentos, interesses e preferências ao longo da jornada de compra.

Com essas informações em mãos, você pode aprimorar os produtos e estratégias para melhor atender às necessidades e expectativas dos consumidores, além de oferecer um atendimento cada vez mais personalizado e assertivo.

Como implementar um sistema de vendas D2C com sucesso?

Adotar um modelo D2C demanda alguns cuidados para não afetar o relacionamento da marca com os seus parceiros nem gerar prejuízos financeiros.

A seguir, confira boas práticas para aliar um e-commerce próprio com a revenda em outros varejistas!

Entenda se a empresa está preparada

Antes de tudo, defina os objetivos que você deseja alcançar com um sistema de vendas D2C e verifique se a sua empresa está preparada para manter um canal próprio.

Investir nesse modelo traz custos para a operação, além de exigir a capacitação das equipes e a estruturação de novos processos e áreas. Sendo assim, é preciso analisar com cuidado se essa mudança é viável financeiramente para o negócio.

Evite conflitos com os parceiros

Começar a vender para os consumidores finais pode fragilizar o relacionamento do fabricante com os seus parceiros varejistas. Afinal, eles passam a concorrer diretamente no mercado, e a indústria tem a vantagem de conseguir oferecer preços mais atrativos.

Para evitar conflitos, vale buscar uma estratégia que seja lucrativa para ambas as partes. Algumas táticas que podem ser utilizadas são:

  • selecionar produtos diferentes para vender em cada operação;
  • testar lançamentos no D2C, conseguindo avaliar o desempenho de novos produtos antes deles chegarem nos parceiros;
  • criar um outlet no D2C, comercializando somente produtos de coleções passadas ou que já estão fora de linha.

Um ponto muito importante é manter uma comunicação transparente e eficaz com os parceiros ao longo de todo o processo.

Regularize o seu negócio

Antes de fazer qualquer mudança na operação, é essencial garantir que a empresa está regularizada para atuar como varejista.

Portanto, verifique se o contrato social do negócio permite vender para consumidores finais e, se houver alguma limitação, uma opção é criar um novo CNPJ para a operação D2C. Em caso de dúvidas, sempre consulte o seu contador!

Estruture com cuidado o seu canal de vendas

Com um bom planejamento financeiro e a regularização da empresa, é hora de estruturar o seu canal de vendas. Nessa etapa, pode ser necessário criar novas áreas na operação, assim como modificar setores já existentes.

De forma geral, os principais passos para começar a vender online são:

  • criar uma loja virtual, a partir da compra de um domínio, contratação de um serviço de hospedagem e escolha de uma plataforma de e-commerce;
  • organizar o estoque para o armazenamento e os processos de separação e embalagem dos produtos;
  • estruturar uma operação logística para entregar os produtos diretamente aos clientes finais, com opções de logística reversa e frete adequadas;
  • oferecer métodos de pagamento online variados para que o cliente consiga fazer as compras no e-commerce com a opção que preferir;
  • fazer um planejamento de marketing para alcançar o público-consumidor desejado e promover o novo canal de vendas;
  • estruturar um setor de atendimento humanizado e ágil para resolver os problemas e dúvidas dos consumidores ao longo de toda a sua jornada de compra.

Uma dica é focar em sempre oferecer uma experiência de compra impecável para o cliente. Assim, a sua marca terá muito mais chances de gerar vendas e fidelizar os compradores, alcançando crescimento a longo prazo.

De fato, o modelo D2C se tornou uma tendência no e-commerce. No entanto, como você pode perceber, é fundamental realizar um planejamento cuidadoso para estruturar uma operação de vendas própria com sucesso.

Os pagamentos são uma parte muito importante dessa operação. Aqui no blog, você entende o que são as empresas de pagamentos e como escolher a ideal para o seu negócio. Confira!

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