Mercado de pagamentos: saiba como as transações são processadas

E-commerce

19 de junho de 2018 (atualizado em 24 de março de 2021)

O mercado de pagamentos está em constante mudança, acompanhando as tendências de mercado e as preferências dos consumidores. Nesse sentido, ano após ano, podemos perceber o quanto a tecnologia dos meios de pagamento tem se transformado no Brasil, do cheque ao Pix, passando por cartões, wallets, entre tantas outras formas de efetivar pagamentos, seja on ou offline.

Apesar de todas essas novidades fazerem parte da rotina de clientes e de comerciantes, muitos ainda não entendem como as transações, de fato, são processadas. Se você está entre essas pessoas, agora vai passar a entender, de uma vez por todas, o mercado de pagamentos.

Neste artigo vamos explicar quem são os agentes envolvidos nas transações, suas funções e, ainda, como as transações são processadas.

O que você verá a seguir:

  • O duopólio do mercado de adquirência: onde tudo começou;
  • Agentes do mercado de pagamentos;
  • Como as transações são processadas;
  • Conclusão.

O duopólio do mercado de adquirência: onde tudo começou

Até o ano de 2010, o mercado de pagamentos era regido por um duopólio da adquirência com empresas tradicionais do setor. Esse cenário era propício para a falta de competitividade e de inovação e, ainda, marcado por altas taxas que prejudicavam os lojistas.

Foi a partir da regulamentação do Bacen (Banco Central do Brasil) que o setor passou por transformações significativas, com uma maior abertura do mercado para fintechs e startups na área financeira. Dessa forma, novos players surgiram no mercado, dedicados a simplificar e inovar no setor financeiro.

Além de novas empresas, a crescente popularidade pelas compras online - que bate recordes a cada ano - foi o empurrão necessário para tornar esse mercado cada vez mais diversificado e competitivo.

Competição essa que em muito favorece varejistas e seus clientes, afinal, ao passo que novas bandeiras, cartões e meios de pagamento surgem, novas funcionalidades e melhorias de serviços e de taxas são praticadas.

Agora que você conhece o contexto político e burocrático dos meios de pagamento, confira a seguir quem são os principais agentes do mercado de pagamentos e suas funções.

Agentes do mercado de pagamentos

Adquirente ou credenciadora

As adquirentes, ou credenciadoras, são empresas como a Stone. Seu papel é analisar, processar e liquidar as transações financeiras por meio de cartão de crédito e débito.

Para isso, elas se comunicam com as bandeiras e as instituições emissoras de cartão para processar as transações. Quando a compra é aprovada, a adquirente é a responsável por receber o dinheiro do banco e repassar ao comerciante no prazo combinado em contrato, normalmente de até 31 dias.

Nos comércios físicos, a adquirente é contratada diretamente pelo lojista, é ela que fornece as maquininhas de cartão (POS - Point of Sale). As taxas cobradas são por transação realizada e podem variar de 3% a 6%.

No caso do varejo online, essa tecnologia também pode ser contratada. Porém, é ideal contar com uma solução que faça a mediação com a adquirente, como uma subadquirente, um gateway de pagamento ou um Provedor de Serviços de Pagamento (PSP), que oferecem integrações básicas para garantir a segurança em uma transação online, por exemplo, o antifraude.

Bandeira

A bandeira é a responsável por conectar os sistemas de adquirentes às instituições emissoras de cartão que, na maioria dos casos, são os bancos. Alguns exemplos de bandeiras que temos atualmente no país são: Mastercard, Visa, Hipercard, Elo e American Express.

Em linhas gerais, sua função é determinar as regras de utilização do cartão, por exemplo, em quantas parcelas é possível fazer uma compra via cartão de crédito. É essa instituição que também viabiliza a aceitabilidade do cartão em pontos de venda, dentro e fora do país.

Além disso, as bandeiras cumprem o papel de reguladoras de mercado, sendo as chamadas instituidoras do arranjo, ou seja, são responsáveis por definir como as adquirentes devem processar seus cartões e pela precificação dos diferentes tipos de estabelecimento.

Instituição emissora do cartão

Outro agente que compõe o mercado de pagamentos são os bancos ou instituições financeiras que emitem os cartões.

No fluxo de informação de uma transação, ao receber os dados de uma compra, é a instituição emissora que faz a autorização, ou seja, reserva o valor na conta do comprador final e, depois disso, realiza a captura, que é a cobrança da transação. Caso a compra seja aprovada, a instituição emissora faz a liquidação com o adquirente em D+27.

Vale lembrar que o emissor é também quem concede o crédito para o cliente realizar determinada compra, nos casos de aquisições feitas via cartão de crédito.

Subadquirente ou intermediador

Já as subadquirentes, conhecidas também como intermediadores de pagamento, fazem a conexão entre os clientes, os lojistas e as adquirentes. Essa tecnologia atua como um serviço terceirizado, operando os fluxos de informação e de dinheiro.

Ou seja, é responsável por transmitir os dados da transação ao adquirente e liquidar os recebíveis junto aos varejistas. A taxa cobrada geralmente é por transação realizada, que varia entre 5% e 7%.

As subadquirentes são habilitadas pelas credenciadoras para fazerem a comunicação com bancos emissores e bandeiras de cartão. Além disso, oferecem serviços complementares essenciais para o sucesso e a segurança de uma transação online, como é o caso do antifraude.

Vale lembrar que a subadquirente centraliza todas as contratações necessárias para uma loja virtual realizar transações com segurança, como adquirente e antifraude. Ou seja, o lojista não precisa se preocupar com cada um desses pontos separadamente.

Além disso, a integração é facilitada, dispensando a necessidade de ter uma equipe de programação para começar a utilizar esse meio de pagamento - é o chamado plug-and-play.

No entanto, essa facilidade de integração resulta em uma solução que não tem tantas opções de personalização e, ainda, resulta em uma transmissão de informações prejudicada.

Isso porque é a subadquirente que está cadastrada junto à adquirente, logo, o banco não visualiza os dados do varejista e barra transações com mais facilidade. Essa falta de transparência também facilita o aumento no número de chargebacks, pois o nome na nota fiscal é do subadquirente e não da loja – ou seja, há mais chances de o comprador final cancelar uma compra, por não reconhecê-la.

Gateway de pagamento

O gateway, como a Mundipagg, é uma interface que transporta informações entre adquirentes, lojistas e bancos emissores. Seu papel é processar os dados no momento em que a compra é finalizada.

A cobrança dos gateways é feita com base no recebimento por volume de transações, diferencial importante principalmente para grandes lojas, além de um custo de implementação e um piso mínimo mensal.

Vale destacar ainda que o gateway é uma tecnologia de pagamento completamente customizável e com altas taxas de conversão, com possibilidade de integração com uma ou mais adquirentes, boleto bancário e sistemas de antifraude.

A desvantagem é que toda essa personalização tem um custo elevado, quando comparado com uma subadquirente. Além disso, é preciso contar com uma equipe de programação para colocar todas as funcionalidades do gateway em atividade de forma correta.

PSP

O PSP, ou Provedor de Serviços de Pagamento, reúne os benefícios do gateway aos da subadquirente. O Pagar.me é a solução pioneira desse modelo no Brasil.

Criado com o objetivo de suprir as falhas dos gateways e intermediadores, o Provedor de Serviços de Pagamento trata-se de uma infraestrutura que se conecta diretamente com as operadoras de cartões de crédito, exatamente como um gateway, mas sem as dificuldades de integração desse modelo.

Além disso, é uma tecnologia que garante mais transparência de dados nas transações. Ou seja, a bandeira e a instituição emissora conseguem identificar o seu negócio e o seu segmento de atividade, aumentando as chances de aprovação das vendas.

O PSP alia os altos percentuais de conversão, os níveis de segurança e o contato direto com as instituições financeiras, com a simplicidade operacional dos intermediadores.

Antifraude

Um importante agente no mercado de pagamentos online é o antifraude. Precisamos lembrar que no ambiente virtual não existem os mesmos mecanismos de segurança disponíveis em uma transação presencial, tais como chip do cartão de crédito e presença física do comprador.

Dessa forma, o antifraude é a tecnologia responsável por analisar o nível de risco da compra via internet – utilizando banco de dados próprio, ele checa informações como endereço de IP e localização geográfica do comprador.

A taxa de serviço é cobrada por cada operação – sendo assim, aconselha-se a passar os dados pelo antifraude somente após a aprovação do banco emissor, para que não haja risco de cobrança por uma compra não aprovada.

Essa tecnologia é indispensável para todo e qualquer comércio eletrônico. É uma maneira segura de garantir que compras fraudulentas aprovadas pela instituição emissora do cartão não sejam, de fato, concretizadas em sua loja.

Vale lembrar que as fraudes acarretam enormes prejuízos financeiros com pedidos de chargeback e os mesmos são arcados pelo próprio lojista.

Além disso, varejistas que passam por esse tipo de inconveniente constantemente podem sofrer penalizações pelas bandeiras que, como já mencionado, são as reguladoras de mercado que olham atentamente para esse indicador de segurança e confiabilidade.

Como as transações são processadas

As transações financeiras são a forma pela qual recursos são transferidos entre pessoas, empresas e instituições financeiras para a aquisição de serviços ou produtos. Esse fluxo de pagamentos pode acontecer presencial ou virtualmente.

No mundo físico, as transações mais comuns são feitas com cédulas de dinheiro ou ainda com o cartão plástico, de débito ou de crédito. Enquanto isso, no mundo virtual, é possível fazer transações de diferentes formas e com a mesma rapidez, ou até mais, do que no mundo físico. No entanto, o fluxo de informação é muito mais complexo. Veja a seguir as diferenças!

Transações em estabelecimentos físicos

Nos estabelecimentos físicos as compras podem ser feitas via cédulas de dinheiro ou cartão plástico. No primeiro caso, uma maneira de o lojista se certificar da confiabilidade daquela transação é verificar se as cédulas são verdadeiras. Já no caso das compras via maquininha de cartão, quem cuida dessa checagem é a adquirente. Dessa forma:

  • O cliente insere o cartão na maquininha e digita a senha;
  • As informações do cartão são transportadas para a adquirente, que é a empresa que fornece as maquininhas de cartão e é responsável por liquidar os pagamentos;
  • Em seguida, esses dados são enviados para a bandeira do cartão e para a instituição emissora do cartão. Juntas, elas são responsáveis por verificar a transação e autorizar a liquidação, caso haja saldo na conta do comprador ou limite (caso de compras via crédito);
  • Com a transação aprovada, as informações percorrem o caminho inverso e acontece a cobrança do valor da compra.

Nesse caso, o que garante a segurança da transação é o chip do cartão e a obrigatoriedade da inserção de senha.

Transações no mundo digital

No universo online, os sistemas digitais de pagamento contam com uma série de verificações para garantir que não haja fraudes que possam acarretar prejuízos financeiros para o comércio virtual.

Um pagamento digital pode ser mediado por adquirentes, gateways, subadquirentes ou PSPs. Conforme muda a tecnologia, mais processos são acrescidos no fluxo de pagamentos. Mas, em linhas gerais, um pagamento digital acontece da seguinte maneira:

Fluxo da transação digital
  • O cliente coloca o produto no carrinho e finaliza a compra. Para isso, passa suas informações pessoais (nome, CPF e endereço) e dados bancários para a efetivação da aquisição (número do cartão, validade e Código de Verificação do Cartão - CVV);
  • Por sua vez, o meio de pagamento se comunica com os outros agentes envolvidos na transação: adquirente, bandeira e instituição emissora. Nesse processo, são checadas as informações do cliente e se há saldo ou limite suficiente para a realização da compra;
  • Se a compra for aprovada pelo emissor e pela bandeira, as informações percorrem o caminho inverso, retornando ao meio de pagamento que faz a comunicação com o sistema antifraude. Esse, por sua vez, analisa outras variáveis para autorizar ou não aquela transação;
  • Por fim, a informação volta para o consumidor com o parecer em relação à compra e, a partir disso, o e-commerce pode preparar o pedido e finalizar a venda.

Conclusão

Agora você já sabe como funciona o fluxo de pagamentos de transações físicas e digitais e também como funciona o mercado de pagamentos e a importância da abertura do mercado de adquirência para novos players.

Mas a partir das definições de adquirente, subadquirente, gateway e PSP, já definiu qual é a tecnologia certa para o seu negócio? Essa decisão envolve estudar os custos, os benefícios e as funcionalidades oferecidas por cada uma.

Se você deseja saber mais sobre o assunto para tomar a decisão, confira o artigo Meios de pagamento online: como escolher o melhor para o seu negócio.

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