Controle de estoque: o que é e como fazer com eficiência?

E-commerce

13 de dezembro de 2021

O controle de estoque é um dos processos mais importantes para garantir a eficiência da operação de uma loja, seja física ou virtual.

O excesso de produtos, assim como a falta deles, pode trazer inúmeros prejuízos financeiros, gerando insatisfação no cliente e despesas adicionais para o negócio.

No entanto, com um bom monitoramento do fluxo de mercadorias, é possível planejar o estoque de forma mais eficiente, de acordo com a previsão de vendas e a estratégia da sua empresa.

Quer garantir um giro de produtos saudável e, consequentemente, uma melhor lucratividade para o seu e-commerce? Preparamos este conteúdo completo para você entender como fazer um controle de estoque assertivo. Confira!

O que é controle de estoque?

O controle de estoque consiste no monitoramento da entrada e saída de mercadorias de uma empresa. Ou seja, o processo contempla desde a aquisição e o armazenamento até a comercialização dos itens.

O objetivo é garantir a disponibilidade da quantidade certa de produtos no negócio, de forma a atender à demanda do mercado.

Dentre as suas principais vantagens, um controle de estoque eficiente permite ao varejista:

  • identificar os produtos com maior e menor giro;
  • fazer uma previsão de demanda mais certeira;
  • planejar as compras e reposições com mais assertividade;
  • implementar estratégias de vendas para dar saída a itens estagnados;
  • evitar perdas de produtos, em função de roubo, deterioração ou vencimento;
  • otimizar o espaço e os custos de armazenamento;
  • aumentar a produtividade da operação e a satisfação dos clientes.

Quais são as principais metodologias de controle de estoque?

Existem diferentes métodos de fazer o controle de estoque em uma empresa, dependendo das estratégias e objetivos de cada negócio. A seguir, você vai entender como funcionam os principais modelos.

Antes disso, porém, vale destacar que o PEPS e o Custo Médio são as únicas metodologias aceitas para o cálculo do Imposto de Renda, segundo o Ministério da Fazenda. Os demais modelos devem ser utilizados somente para a gestão interna da empresa.

PEPS (Primeiro a entrar, primeiro a sair)

Nessa metodologia, os produtos mais antigos do estoque devem ser os primeiros a serem vendidos. Trata-se de um dos modelos de controle de estoque mais utilizados, sobretudo por lojas que vendem itens perecíveis.

Além de evitar a perda de mercadorias por obsolescência, danos ou expiração do prazo de validade, essa estratégia tende a valorizar os produtos disponíveis no estoque. Afinal, eles serão, em sua maioria, aqueles que foram adquiridos por último.

UEPS (Último a entrar, primeiro a sair)

Ao contrário do modelo anterior, o UEPS segue o princípio de que os produtos que chegaram mais recentemente ao estoque devem ser os primeiros a sair.

Essa metodologia demanda uma gestão ainda mais eficaz, para evitar perdas de mercadorias e prejuízos financeiros ao negócio. Não é um modelo indicado para quem vende itens perecíveis, por exemplo.

Curva ABC

A Curva ABC é um método que define quais são os produtos de maior importância no estoque, por meio de três critérios: giro, faturamento e lucratividade.

A partir desses fatores, as mercadorias podem ser classificadas em três categorias:

  • Classe A: produtos de alto valor e importância. Eles representam 20% do estoque e são responsáveis por 80% do faturamento da empresa. Portanto, devem ser priorizados e monitorados com mais rigor, de forma a evitar a sua indisponibilidade no estoque.
  • Classe B: produtos de médio valor e importância, correspondendo a 30% do total de produtos disponíveis e gerando 15% dos resultados de vendas. Eles não demandam um controle muito rígido, mas devem ser acompanhados regularmente.
  • Classe C: produtos de menor valor e importância. Representam 50% dos itens e 5% do faturamento, não precisando ser controlados e inventariados com a mesma frequência e rigor.

Custo Médio

Também conhecido como Média Ponderada Móvel (MPM), o Custo Médio baseia-se na atualização dos valores dos produtos em estoque a cada vez que chegam novos itens.

Para isso, é feito o cálculo da média ponderada, ou seja, soma-se os valores das mercadorias antigas e novas e, então, divide-se o valor pelo número total de produtos disponíveis no estoque.

Trata-se de uma metodologia indicada para empresas cujos itens não sofrem grandes oscilações de preço.

Just in Time

O método Just in Time (em português, “na hora certa”) visa reduzir os custos operacionais, por meio da manutenção do menor estoque possível que seja capaz de atender à demanda.

Para evitar a falta de produtos, nesse caso, é fundamental realizar um acompanhamento rigoroso do estoque, fazer previsões de demanda assertivas e também contar com fornecedores de qualidade, que consigam repor novos itens com agilidade.

Como fazer o controle de estoque com eficiência?

Independentemente da metodologia escolhida para fazer o controle de estoque do seu negócio, existem algumas boas práticas que devem ser seguidas para garantir a eficiência desse processo de gestão. Confira!

Padronize o cadastro dos produtos

Criar um padrão para a classificação e o registro dos produtos é uma excelente prática para facilitar a identificação das mercadorias e otimizar o controle do estoque.

No e-commerce, são muito utilizados os SKUs (Stock Keeping Units), que são códigos únicos de identificação atribuídos aos itens, de acordo com suas características, como modelo, tamanho, cor e fabricante.

Cada produto tem o seu próprio código SKU, composto por uma sequência de letras e números que representam as suas especificidades.

Isso permite identificar e localizar os produtos, organizar o estoque e realizar inventários com mais facilidade e eficiência.

Registre todas as entradas e saídas do estoque

A partir do cadastro padronizado dos produtos, é hora de criar uma rotina de gerenciamento do fluxo de entrada e saída das mercadorias — incluindo casos de trocas e devoluções. Você pode utilizar um sistema de gestão para automatizar e agilizar esse processo.

Com os dados atualizados em tempo real, é possível reduzir a chance de erros operacionais e entender melhor o giro dos produtos, assim como a necessidade de reposição de cada item dentro de um determinado período de tempo.

Faça inventários com frequência

Para garantir um controle de estoque preciso e evitar falhas, é necessário verificar se as informações registradas no seu sistema de gestão estão alinhadas com a quantidade de produtos que estão, de fato, disponíveis.

Isso requer a realização periódica de inventários das mercadorias existentes no estoque, listando, categorizando e contando as unidades de cada item.

Dessa forma, você mantém os dados atualizados e evita problemas de furo de estoque, ou seja, quando a loja vende um item que não está disponível no estoque — situação que pode causar grande insatisfação no consumidor.

Otimize o espaço de armazenamento

Organizar o espaço de armazenamento é uma estratégia muito importante para agilizar a localização dos produtos, aumentando a produtividade da operação e facilitando o controle de estoque.

Uma boa prática é apostar na verticalização, por meio da instalação de prateleiras, para otimizar o uso do espaço. Além disso, é recomendável definir locais específicos para cada produto, evitando que eles se misturem.

Para ter ainda mais produtividade, você também pode organizar as mercadorias de acordo com determinados critérios de endereçamento.

Os itens mais vendidos, por exemplo, podem ser posicionados em locais mais acessíveis, enquanto aqueles que têm menor saída podem ser colocados a uma altura mais elevada.

Monitore o fluxo de vendas

Tanto a falta quanto o excesso de produtos no estoque são problemas que podem gerar graves prejuízos. Por isso, é indispensável monitorar as suas vendas constantemente para fazer uma previsão de demanda mais precisa e tomar a atitude mais adequada.

A partir disso, será possível planejar reposições de estoque com mais eficiência, considerando o fluxo de vendas, as sazonalidades e a rotatividade de cada produto.

Esse processo ainda permite que o lojista identifique com antecedência casos de produtos parados no estoque e realize, assim, ações para impulsionar a saída desses itens, como promoções especiais.

Agora que você conhece as principais metodologias e boas práticas para fazer o controle de estoque, é hora de aprimorar esse processo no seu e-commerce para garantir a saúde financeira do negócio.

Aproveitando que você está aqui, que tal conferir também estratégias para oferecer frete grátis no seu e-commerce? Boas vendas!

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Controle de estoque: o que é e como fazer com eficiência?

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O controle de estoque é um dos processos mais importantes para garantir a eficiência da operação de uma loja, seja física ou virtual.

O excesso de produtos, assim como a falta deles, pode trazer inúmeros prejuízos financeiros, gerando insatisfação no cliente e despesas adicionais para o negócio.

No entanto, com um bom monitoramento do fluxo de mercadorias, é possível planejar o estoque de forma mais eficiente, de acordo com a previsão de vendas e a estratégia da sua empresa.

Quer garantir um giro de produtos saudável e, consequentemente, uma melhor lucratividade para o seu e-commerce? Preparamos este conteúdo completo para você entender como fazer um controle de estoque assertivo. Confira!

O que é controle de estoque?

O controle de estoque consiste no monitoramento da entrada e saída de mercadorias de uma empresa. Ou seja, o processo contempla desde a aquisição e o armazenamento até a comercialização dos itens.

O objetivo é garantir a disponibilidade da quantidade certa de produtos no negócio, de forma a atender à demanda do mercado.

Dentre as suas principais vantagens, um controle de estoque eficiente permite ao varejista:

  • identificar os produtos com maior e menor giro;
  • fazer uma previsão de demanda mais certeira;
  • planejar as compras e reposições com mais assertividade;
  • implementar estratégias de vendas para dar saída a itens estagnados;
  • evitar perdas de produtos, em função de roubo, deterioração ou vencimento;
  • otimizar o espaço e os custos de armazenamento;
  • aumentar a produtividade da operação e a satisfação dos clientes.

Quais são as principais metodologias de controle de estoque?

Existem diferentes métodos de fazer o controle de estoque em uma empresa, dependendo das estratégias e objetivos de cada negócio. A seguir, você vai entender como funcionam os principais modelos.

Antes disso, porém, vale destacar que o PEPS e o Custo Médio são as únicas metodologias aceitas para o cálculo do Imposto de Renda, segundo o Ministério da Fazenda. Os demais modelos devem ser utilizados somente para a gestão interna da empresa.

PEPS (Primeiro a entrar, primeiro a sair)

Nessa metodologia, os produtos mais antigos do estoque devem ser os primeiros a serem vendidos. Trata-se de um dos modelos de controle de estoque mais utilizados, sobretudo por lojas que vendem itens perecíveis.

Além de evitar a perda de mercadorias por obsolescência, danos ou expiração do prazo de validade, essa estratégia tende a valorizar os produtos disponíveis no estoque. Afinal, eles serão, em sua maioria, aqueles que foram adquiridos por último.

UEPS (Último a entrar, primeiro a sair)

Ao contrário do modelo anterior, o UEPS segue o princípio de que os produtos que chegaram mais recentemente ao estoque devem ser os primeiros a sair.

Essa metodologia demanda uma gestão ainda mais eficaz, para evitar perdas de mercadorias e prejuízos financeiros ao negócio. Não é um modelo indicado para quem vende itens perecíveis, por exemplo.

Curva ABC

A Curva ABC é um método que define quais são os produtos de maior importância no estoque, por meio de três critérios: giro, faturamento e lucratividade.

A partir desses fatores, as mercadorias podem ser classificadas em três categorias:

  • Classe A: produtos de alto valor e importância. Eles representam 20% do estoque e são responsáveis por 80% do faturamento da empresa. Portanto, devem ser priorizados e monitorados com mais rigor, de forma a evitar a sua indisponibilidade no estoque.
  • Classe B: produtos de médio valor e importância, correspondendo a 30% do total de produtos disponíveis e gerando 15% dos resultados de vendas. Eles não demandam um controle muito rígido, mas devem ser acompanhados regularmente.
  • Classe C: produtos de menor valor e importância. Representam 50% dos itens e 5% do faturamento, não precisando ser controlados e inventariados com a mesma frequência e rigor.

Custo Médio

Também conhecido como Média Ponderada Móvel (MPM), o Custo Médio baseia-se na atualização dos valores dos produtos em estoque a cada vez que chegam novos itens.

Para isso, é feito o cálculo da média ponderada, ou seja, soma-se os valores das mercadorias antigas e novas e, então, divide-se o valor pelo número total de produtos disponíveis no estoque.

Trata-se de uma metodologia indicada para empresas cujos itens não sofrem grandes oscilações de preço.

Just in Time

O método Just in Time (em português, “na hora certa”) visa reduzir os custos operacionais, por meio da manutenção do menor estoque possível que seja capaz de atender à demanda.

Para evitar a falta de produtos, nesse caso, é fundamental realizar um acompanhamento rigoroso do estoque, fazer previsões de demanda assertivas e também contar com fornecedores de qualidade, que consigam repor novos itens com agilidade.

Como fazer o controle de estoque com eficiência?

Independentemente da metodologia escolhida para fazer o controle de estoque do seu negócio, existem algumas boas práticas que devem ser seguidas para garantir a eficiência desse processo de gestão. Confira!

Padronize o cadastro dos produtos

Criar um padrão para a classificação e o registro dos produtos é uma excelente prática para facilitar a identificação das mercadorias e otimizar o controle do estoque.

No e-commerce, são muito utilizados os SKUs (Stock Keeping Units), que são códigos únicos de identificação atribuídos aos itens, de acordo com suas características, como modelo, tamanho, cor e fabricante.

Cada produto tem o seu próprio código SKU, composto por uma sequência de letras e números que representam as suas especificidades.

Isso permite identificar e localizar os produtos, organizar o estoque e realizar inventários com mais facilidade e eficiência.

Registre todas as entradas e saídas do estoque

A partir do cadastro padronizado dos produtos, é hora de criar uma rotina de gerenciamento do fluxo de entrada e saída das mercadorias — incluindo casos de trocas e devoluções. Você pode utilizar um sistema de gestão para automatizar e agilizar esse processo.

Com os dados atualizados em tempo real, é possível reduzir a chance de erros operacionais e entender melhor o giro dos produtos, assim como a necessidade de reposição de cada item dentro de um determinado período de tempo.

Faça inventários com frequência

Para garantir um controle de estoque preciso e evitar falhas, é necessário verificar se as informações registradas no seu sistema de gestão estão alinhadas com a quantidade de produtos que estão, de fato, disponíveis.

Isso requer a realização periódica de inventários das mercadorias existentes no estoque, listando, categorizando e contando as unidades de cada item.

Dessa forma, você mantém os dados atualizados e evita problemas de furo de estoque, ou seja, quando a loja vende um item que não está disponível no estoque — situação que pode causar grande insatisfação no consumidor.

Otimize o espaço de armazenamento

Organizar o espaço de armazenamento é uma estratégia muito importante para agilizar a localização dos produtos, aumentando a produtividade da operação e facilitando o controle de estoque.

Uma boa prática é apostar na verticalização, por meio da instalação de prateleiras, para otimizar o uso do espaço. Além disso, é recomendável definir locais específicos para cada produto, evitando que eles se misturem.

Para ter ainda mais produtividade, você também pode organizar as mercadorias de acordo com determinados critérios de endereçamento.

Os itens mais vendidos, por exemplo, podem ser posicionados em locais mais acessíveis, enquanto aqueles que têm menor saída podem ser colocados a uma altura mais elevada.

Monitore o fluxo de vendas

Tanto a falta quanto o excesso de produtos no estoque são problemas que podem gerar graves prejuízos. Por isso, é indispensável monitorar as suas vendas constantemente para fazer uma previsão de demanda mais precisa e tomar a atitude mais adequada.

A partir disso, será possível planejar reposições de estoque com mais eficiência, considerando o fluxo de vendas, as sazonalidades e a rotatividade de cada produto.

Esse processo ainda permite que o lojista identifique com antecedência casos de produtos parados no estoque e realize, assim, ações para impulsionar a saída desses itens, como promoções especiais.

Agora que você conhece as principais metodologias e boas práticas para fazer o controle de estoque, é hora de aprimorar esse processo no seu e-commerce para garantir a saúde financeira do negócio.

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