Economia prateada: como vender para os consumidores 50+?

E-commerce

11 de janeiro de 2023

Seu negócio está adaptado para atender o público com mais de 50 anos? Se a sua resposta for não, você pode estar perdendo uma grande oportunidade.

Conhecido como economia prateada, o consumo de produtos e serviços por pessoas dessa faixa etária é responsável por movimentar R$ 2 trilhões por ano no país, de acordo com a consultoria Data8.

Considerando o envelhecimento populacional, o potencial desses consumidores tende a só aumentar. Entretanto, ainda são poucas as soluções e marcas voltadas para eles.

Para saber mais sobre a economia prateada e como adaptar o seu negócio para essa tendência de mercado, é só continuar a leitura!

O que é a economia prateada?

A economia prateada, também chamada de silver economy ou economia da longevidade, se refere ao conjunto de atividades econômicas voltadas para atender às necessidades da população com 50 anos ou mais.

Dessa forma, a economia prateada envolve todos os produtos e serviços adquiridos por essas pessoas e também as atividades econômicas geradas a partir desse consumo.

O termo tem ganhado cada vez mais relevância globalmente, sobretudo diante do envelhecimento populacional observado em diversos países, inclusive no Brasil.

Panorama da economia prateada no Brasil

Não há como negar a tendência de inversão da pirâmide social no país. Uma projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que, até 2100, os idosos representarão 40,3% da população brasileira.

No entanto, esse é um fenômeno mais recente para o Brasil, ao contrário de países como o Japão, que já viveram e se adaptaram a essa transição etária.

Sendo assim, o nosso país é marcado por um forte estigma social que faz com que o público senior não seja priorizado pelas marcas brasileiras.

Mesmo que as pessoas maduras sejam ativas e cada vez mais digitais, grande parte das marcas voltam suas estratégias comerciais exclusivamente para os consumidores mais jovens — com o foco na geração Z crescendo aceleradamente.

Como resultado, o público 50+ não está sendo bem atendido. Uma pesquisa da agência FleishmanHillard revela que 65% dos idosos acreditam que as marcas não estão adaptadas para atender às suas necessidades.

Além disso, 52% afirmam ter dificuldades para encontrar produtos que sejam do seu desejo no mercado.

Oportunidades da economia prateada para o seu negócio

Como você pode perceber, a economia prateada é um grande mercado em potencial no Brasil, apresentando diversas oportunidades para as marcas que decidirem explorá-lo.

Além do crescimento da população 50+, vale destacar o maior poder aquisitivo desse público. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), aqueles com mais de 65 anos compõem 17% da faixa dos 5% mais ricos do Brasil.

Esse perfil financeiro é complementado por uma mudança nas prioridades de consumo das pessoas maduras.

Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) identificou que 41% dos idosos gastam mais com produtos de desejo do que com itens de necessidade básica, sendo que, para 66%, aproveitar a vida é a sua grande prioridade.

Dessa maneira, considerando que 52% dos idosos não são fiéis a nenhuma marca, as lojas que focarem nesse público podem ter um importante diferencial competitivo nos próximos anos — o dado é de um estudo da PipeSocial e da Hype60+.

Como vender para os consumidores 50+?

Diante do potencial da economia prateada, você pode estar se perguntando como é possível adaptar o seu negócio para esse mercado. A seguir, reunimos algumas boas práticas para atender os consumidores seniores!

Segmente o seu público

Os consumidores com mais de 50 anos formam um grupo bastante heterogêneo. Logo, um grande erro é tratar esse público como um só e generalizar as suas necessidades e preferências.

Para realmente solucionar as dores desses clientes, é preciso fazer segmentações, delimitar o seu público-alvo e, então, buscar conhecê-lo a fundo.

Uma dica é realizar pesquisas e entrevistas diretamente com indivíduos do seu grupo-consumidor, para identificar os seus desafios, interesses, hábitos e valores. Esse direcionamento é essencial para ter sucesso na economia prateada.

Fuja dos estereótipos

É preciso deixar de lado o estigma social em relação às pessoas mais velhas. Para isso, o primeiro passo é fugir de estereótipos, como a representação de idosos fragilizados, ranzinzas ou sendo ajudados por pessoas mais jovens.

Nesse sentido, é fundamental utilizar imagens de pessoas reais, que realmente representem o seu público-alvo, nas campanhas publicitárias.

Ao se reconhecerem nas ações de marketing, os consumidores terão muito mais chances de se identificar com a marca e querer conhecê-la melhor.

Adapte suas comunicações

Além de colocar o consumidor 50+ como protagonista das suas campanhas, é preciso adaptar o seu design para esse público. Para facilitar a leitura, vale usar fontes maiores e cores contrastantes, por exemplo.

No e-commerce, o ideal é deixar a jornada de compra o mais simples possível, para que o cliente consiga finalizar o seu pedido em poucos cliques. Nesse sentido, também é recomendado utilizar uma linguagem mais objetiva.

Outra tecnologia que tem sido muito utilizada pelos idosos são os assistentes de voz, como Alexa e Google Home, que oferecem mais interatividade e simplicidade de uso para os usuários.

Dessa maneira, também é interessante adaptar as lojas virtuais para o voice commerce, ou seja, as compras por voz.

Lembre-se de que os 50+ também estão na internet

Por fim, outro grande estereótipo é que os consumidores mais velhos não utilizam a internet. Pelo contrário, esse grupo tem aderido cada vez mais ao universo digital — movimento que foi acelerado ainda mais pelo cenário de pandemia.

De acordo com o estudo da Data8, 95% dos usuários com 60+ possuem um smartphone e 31% conhecem novas marcas por meio das redes sociais. Além disso, 58% navegam por e-commerces, segundo a pesquisa da PipeSocial.

Sendo assim, a economia prateada traz grandes oportunidades não somente para o varejo físico, mas também para o comércio eletrônico brasileiro.

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Considerando o envelhecimento populacional, o potencial desses consumidores tende a só aumentar. Entretanto, ainda são poucas as soluções e marcas voltadas para eles.

Para saber mais sobre a economia prateada e como adaptar o seu negócio para essa tendência de mercado, é só continuar a leitura!

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A economia prateada, também chamada de silver economy ou economia da longevidade, se refere ao conjunto de atividades econômicas voltadas para atender às necessidades da população com 50 anos ou mais.

Dessa forma, a economia prateada envolve todos os produtos e serviços adquiridos por essas pessoas e também as atividades econômicas geradas a partir desse consumo.

O termo tem ganhado cada vez mais relevância globalmente, sobretudo diante do envelhecimento populacional observado em diversos países, inclusive no Brasil.

Panorama da economia prateada no Brasil

Não há como negar a tendência de inversão da pirâmide social no país. Uma projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que, até 2100, os idosos representarão 40,3% da população brasileira.

No entanto, esse é um fenômeno mais recente para o Brasil, ao contrário de países como o Japão, que já viveram e se adaptaram a essa transição etária.

Sendo assim, o nosso país é marcado por um forte estigma social que faz com que o público senior não seja priorizado pelas marcas brasileiras.

Mesmo que as pessoas maduras sejam ativas e cada vez mais digitais, grande parte das marcas voltam suas estratégias comerciais exclusivamente para os consumidores mais jovens — com o foco na geração Z crescendo aceleradamente.

Como resultado, o público 50+ não está sendo bem atendido. Uma pesquisa da agência FleishmanHillard revela que 65% dos idosos acreditam que as marcas não estão adaptadas para atender às suas necessidades.

Além disso, 52% afirmam ter dificuldades para encontrar produtos que sejam do seu desejo no mercado.

Oportunidades da economia prateada para o seu negócio

Como você pode perceber, a economia prateada é um grande mercado em potencial no Brasil, apresentando diversas oportunidades para as marcas que decidirem explorá-lo.

Além do crescimento da população 50+, vale destacar o maior poder aquisitivo desse público. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), aqueles com mais de 65 anos compõem 17% da faixa dos 5% mais ricos do Brasil.

Esse perfil financeiro é complementado por uma mudança nas prioridades de consumo das pessoas maduras.

Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) identificou que 41% dos idosos gastam mais com produtos de desejo do que com itens de necessidade básica, sendo que, para 66%, aproveitar a vida é a sua grande prioridade.

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Nesse sentido, é fundamental utilizar imagens de pessoas reais, que realmente representem o seu público-alvo, nas campanhas publicitárias.

Ao se reconhecerem nas ações de marketing, os consumidores terão muito mais chances de se identificar com a marca e querer conhecê-la melhor.

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Além de colocar o consumidor 50+ como protagonista das suas campanhas, é preciso adaptar o seu design para esse público. Para facilitar a leitura, vale usar fontes maiores e cores contrastantes, por exemplo.

No e-commerce, o ideal é deixar a jornada de compra o mais simples possível, para que o cliente consiga finalizar o seu pedido em poucos cliques. Nesse sentido, também é recomendado utilizar uma linguagem mais objetiva.

Outra tecnologia que tem sido muito utilizada pelos idosos são os assistentes de voz, como Alexa e Google Home, que oferecem mais interatividade e simplicidade de uso para os usuários.

Dessa maneira, também é interessante adaptar as lojas virtuais para o voice commerce, ou seja, as compras por voz.

Lembre-se de que os 50+ também estão na internet

Por fim, outro grande estereótipo é que os consumidores mais velhos não utilizam a internet. Pelo contrário, esse grupo tem aderido cada vez mais ao universo digital — movimento que foi acelerado ainda mais pelo cenário de pandemia.

De acordo com o estudo da Data8, 95% dos usuários com 60+ possuem um smartphone e 31% conhecem novas marcas por meio das redes sociais. Além disso, 58% navegam por e-commerces, segundo a pesquisa da PipeSocial.

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