Customer Data Platform: usando os dados a favor do engajamento do seu cliente

E-commerce

16 de novembro de 2022

A consciência de que os dados são extremamente relevantes, e até cruciais, para todo o ecossistema de negócios já não é novidade há alguns anos. Porém, nem sempre eles puderam ser explorados de maneira tão eficiente quanto na atualidade.

Conforme as possibilidades tecnológicas se expandem, mais e mais se entende que os dados são aliados da construção de estratégias assertivas, sobretudo quando se pensa na relação entre as empresas e seus clientes.

Quando as empresas começaram suas transformações digitais, muito intensificadas nos últimos anos por conta da pandemia de Covid-19, percebeu-se que esses dados escondiam muito mais possibilidades do que as exploradas até então.

As empresas sempre tiveram e armazenaram dados de seus clientes, ainda assim, conhecer a totalidade dos perfis desses clientes sempre foi um desafio. Mas a transformação digital permitiu isso, em grande parte graças às Customer Data Platform (DPs), no português, plataformas de dados dos clientes.

Quer saber como funcionam e quais os benefícios desse tipo de ferramenta? É isso que você descobre neste artigo!

O que são CDPs?

Uma CDP (Customer Data Platform) é uma plataforma, um software ou uma API, responsável pela coleta e unificação de informações dos clientes.

Possibilitando, portanto, a criação de um grande banco de dados, com várias fontes de inserção, mas que permite saídas, ou conclusões, que criam uma visão única, coerente e detalhada de cada cliente.

Vale destacar que os bancos de dados sempre foram minas de ouro de conhecimento de negócios, porém as CDPs permitiram uma exploração mais completa do potencial desses dados.

Hoje é possível compreender muito mais a fundo o comportamento do cliente, suas preferências, suas características e quais possibilidades de negócios podem ser exploradas com cada um deles.

Essas plataformas revolucionárias são capazes de transformar campanhas de comunicação em agentes de conversão muito mais eficientes.

É como se elas permitissem que as empresas possam conhecer e tratar seus clientes, mesmo que eles sejam milhares, com a mesma proximidade e familiaridade que uma pessoa que é varejista de bairro - que conhece todos os seus clientes e sabe exatamente quando, como e o que eles compram.

Quais os benefícios de trabalhar com Customer Data Platform?

Fazendo uso das CDPs, as estratégias de comunicação podem ser pensadas observando comportamentos reais, preferências que refletem cada indivíduo e promovendo respeito ao consumidor. Assim, ele não é mais bombardeado com campanhas genéricas que visam atingir públicos massivos.

Os dados se tornaram a verdadeira fonte de valor, pois eles não permitem lucrar apenas hoje, mas garantem que os lucros cresçam exponencialmente nos anos seguintes.

Da mesma forma, a transformação digital é mais do que automatizar processos, é possibilitar que ferramentas como as CDPs explorem dados estagnados e, a partir disso, guiem as novas coletas de dados.

Afinal, com informações mais assertivas e unificadas, pode-se ter uma ideia mais completa do que realmente é necessário saber sobre um cliente e o que realmente é interessante dentro do contexto de negócios.

CDPs e a omnicanalidade

Ainda pensando em personalização para o consumidor final, o Customer Data Platform também contribui para a criação de uma jornada omnichannel.

Isso porque, em um atendimento omnicanal, cada canal precisa acessar a mesma base de informações sobre os clientes, garantindo que o atendimento seja mais personalizado e evite falhas ou desencontros.

Como gerar dados nas CDPs?

Falando da parte execucional da coisa, é possível contratar CDPs no mercado, mas preenchê-las com dados de forma periódica, garantindo atualização e novos insights ainda é um desafio.

Por isso, é preciso usar aquilo que já se sabe sobre os clientes. Uma maneira eficaz de conseguir esses dados é recompensar o engajamento do cliente, incentivando-o a falar mais sobre o seu perfil e as suas necessidades.

Dessa maneira, é possível alimentar de forma orgânica seu banco de dados, com o que o cliente quer que uma empresa saiba sobre ele. Um modo muito comum de recompensa são os programas de fidelidade ou de descontos.

Além disso, estar em contato constante com os clientes também é uma forma de coletar dados que podem indicar mudanças de comportamento de consumo e caminhos inexplorados de negócios, mesmo com clientes com quem uma empresa achava já não ter mais oportunidades.

Outro aspecto importante a ser levado em conta é o de qual dado coletar. Muitas empresas acham que precisam de, por exemplo, dados completos de contato e endereço do cliente, enquanto ignoram informações de comportamento de consumo, preferências e necessidades.

Os dados são excelentes matérias-primas de relacionamento. Um líder bem munido de dados assertivos consegue criar uma estratégia com grande chance de sucesso, engajar mais um cliente e promover o crescimento do negócio, simplesmente por ter feito o que é fundamental: ouvir o que os dados têm a dizer sobre seu cliente.

Outros usos das CDPs

Além disso, indo além da relação mais direta entre clientes e marcas, as CDPs com dados suficientes podem possibilitar análises de comportamentos de mercados inteiros.

Por exemplo, indicando tendências, riscos e possibilitando a criação de estratégias que guiam líderes de negócios a se prepararem para cenários diversos, dos mais caóticos e preocupantes aos mais cheios de possibilidades de negócios.

Outro aspecto interessante é que esse tipo de tecnologia serve de base para diversas outras inovações e tecnologias que usam os dados como base para a criação de negócios.

Não é à toa que os dados de redes sociais são tão valiosos, ou mesmo os dados financeiros compartilhados via Open Finance, por exemplo.

Um outro bom exemplo é o dos marketplaces, que podem funcionar como plataformas de relacionamento a partir do momento em que se combina CEPs (plataformas de engajamento de clientes) e inteligências artificiais com CDPs para gerar negócios.

Pensando nesse ecossistema de coleta de dados, um ponto de atenção não pode ser esquecido: a qualidade e a forma de coleta de informações e seus impactos legais. Então, a dica é investir em uma coleta de dados primários eficiente, eficaz e constante.

Estamos no fim da era dos dados compartilhados via terceiros. Eles geralmente desrespeitam as novas legislações envolvendo proteção de dados e privacidade, são geradores de negócios menos eficientes e, muitas vezes, são dados sujos, que irão traçar perfis inadequados, falhos e inexpressivos para o que é realmente relevante de se saber sobre seu público-alvo.

Agora que você já sabe o que são as Customer Data Platform, que tal aprofundar os seus conhecimentos sobre o perfil dos seus clientes? Leia o artigo: Persona para e-commerce: o que é e como definir a sua?


Este artigo foi escrito pela Twilio, Plataforma de Engajamento do Cliente (CEP). A Twilio permite que as empresas usem comunicações e dados para adicionar inteligência a cada etapa da jornada do cliente, de vendas a marketing, crescimento, atendimento ao cliente e muitos outros casos de uso de engajamento, de maneira flexível e programática.

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Conforme as possibilidades tecnológicas se expandem, mais e mais se entende que os dados são aliados da construção de estratégias assertivas, sobretudo quando se pensa na relação entre as empresas e seus clientes.

Quando as empresas começaram suas transformações digitais, muito intensificadas nos últimos anos por conta da pandemia de Covid-19, percebeu-se que esses dados escondiam muito mais possibilidades do que as exploradas até então.

As empresas sempre tiveram e armazenaram dados de seus clientes, ainda assim, conhecer a totalidade dos perfis desses clientes sempre foi um desafio. Mas a transformação digital permitiu isso, em grande parte graças às Customer Data Platform (DPs), no português, plataformas de dados dos clientes.

Quer saber como funcionam e quais os benefícios desse tipo de ferramenta? É isso que você descobre neste artigo!

O que são CDPs?

Uma CDP (Customer Data Platform) é uma plataforma, um software ou uma API, responsável pela coleta e unificação de informações dos clientes.

Possibilitando, portanto, a criação de um grande banco de dados, com várias fontes de inserção, mas que permite saídas, ou conclusões, que criam uma visão única, coerente e detalhada de cada cliente.

Vale destacar que os bancos de dados sempre foram minas de ouro de conhecimento de negócios, porém as CDPs permitiram uma exploração mais completa do potencial desses dados.

Hoje é possível compreender muito mais a fundo o comportamento do cliente, suas preferências, suas características e quais possibilidades de negócios podem ser exploradas com cada um deles.

Essas plataformas revolucionárias são capazes de transformar campanhas de comunicação em agentes de conversão muito mais eficientes.

É como se elas permitissem que as empresas possam conhecer e tratar seus clientes, mesmo que eles sejam milhares, com a mesma proximidade e familiaridade que uma pessoa que é varejista de bairro - que conhece todos os seus clientes e sabe exatamente quando, como e o que eles compram.

Quais os benefícios de trabalhar com Customer Data Platform?

Fazendo uso das CDPs, as estratégias de comunicação podem ser pensadas observando comportamentos reais, preferências que refletem cada indivíduo e promovendo respeito ao consumidor. Assim, ele não é mais bombardeado com campanhas genéricas que visam atingir públicos massivos.

Os dados se tornaram a verdadeira fonte de valor, pois eles não permitem lucrar apenas hoje, mas garantem que os lucros cresçam exponencialmente nos anos seguintes.

Da mesma forma, a transformação digital é mais do que automatizar processos, é possibilitar que ferramentas como as CDPs explorem dados estagnados e, a partir disso, guiem as novas coletas de dados.

Afinal, com informações mais assertivas e unificadas, pode-se ter uma ideia mais completa do que realmente é necessário saber sobre um cliente e o que realmente é interessante dentro do contexto de negócios.

CDPs e a omnicanalidade

Ainda pensando em personalização para o consumidor final, o Customer Data Platform também contribui para a criação de uma jornada omnichannel.

Isso porque, em um atendimento omnicanal, cada canal precisa acessar a mesma base de informações sobre os clientes, garantindo que o atendimento seja mais personalizado e evite falhas ou desencontros.

Como gerar dados nas CDPs?

Falando da parte execucional da coisa, é possível contratar CDPs no mercado, mas preenchê-las com dados de forma periódica, garantindo atualização e novos insights ainda é um desafio.

Por isso, é preciso usar aquilo que já se sabe sobre os clientes. Uma maneira eficaz de conseguir esses dados é recompensar o engajamento do cliente, incentivando-o a falar mais sobre o seu perfil e as suas necessidades.

Dessa maneira, é possível alimentar de forma orgânica seu banco de dados, com o que o cliente quer que uma empresa saiba sobre ele. Um modo muito comum de recompensa são os programas de fidelidade ou de descontos.

Além disso, estar em contato constante com os clientes também é uma forma de coletar dados que podem indicar mudanças de comportamento de consumo e caminhos inexplorados de negócios, mesmo com clientes com quem uma empresa achava já não ter mais oportunidades.

Outro aspecto importante a ser levado em conta é o de qual dado coletar. Muitas empresas acham que precisam de, por exemplo, dados completos de contato e endereço do cliente, enquanto ignoram informações de comportamento de consumo, preferências e necessidades.

Os dados são excelentes matérias-primas de relacionamento. Um líder bem munido de dados assertivos consegue criar uma estratégia com grande chance de sucesso, engajar mais um cliente e promover o crescimento do negócio, simplesmente por ter feito o que é fundamental: ouvir o que os dados têm a dizer sobre seu cliente.

Outros usos das CDPs

Além disso, indo além da relação mais direta entre clientes e marcas, as CDPs com dados suficientes podem possibilitar análises de comportamentos de mercados inteiros.

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Outro aspecto interessante é que esse tipo de tecnologia serve de base para diversas outras inovações e tecnologias que usam os dados como base para a criação de negócios.

Não é à toa que os dados de redes sociais são tão valiosos, ou mesmo os dados financeiros compartilhados via Open Finance, por exemplo.

Um outro bom exemplo é o dos marketplaces, que podem funcionar como plataformas de relacionamento a partir do momento em que se combina CEPs (plataformas de engajamento de clientes) e inteligências artificiais com CDPs para gerar negócios.

Pensando nesse ecossistema de coleta de dados, um ponto de atenção não pode ser esquecido: a qualidade e a forma de coleta de informações e seus impactos legais. Então, a dica é investir em uma coleta de dados primários eficiente, eficaz e constante.

Estamos no fim da era dos dados compartilhados via terceiros. Eles geralmente desrespeitam as novas legislações envolvendo proteção de dados e privacidade, são geradores de negócios menos eficientes e, muitas vezes, são dados sujos, que irão traçar perfis inadequados, falhos e inexpressivos para o que é realmente relevante de se saber sobre seu público-alvo.

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