Os segmentos mais afetados após um mês de quarentena no Brasil

E-commerce

23 de abril de 2020

Os segmentos mais afetados após um mês de quarentena no Brasil

Essa semana a maioria dos estados brasileiros completou um mês de quarentena. Desde o meio de março, o isolamento social vem sendo decretado como medida oficial para conter o avanço do coronavírus em vários estados do país.

Desde então, com o comércio fechado e tantas pessoas em casa, alguns setores têm apresentado queda nas vendas e outros, aumento. Para ajudar você a entender melhor essas variações e usar os números a favor do seu negócio, fizemos um comparativo entre a média do valor transacionado por cada segmento antes e depois da quarentena. Veja as principais alterações no comportamento dos consumidores digitais.

Alta no setor de alimentação

Gráfico alimentação

O mercado de alimentos apresentou o maior crescimento do período. A necessidade de permanecer em casa fez crescer a procura por restaurantes e mercados que fizessem entrega.

A Opinion Box, empresa especializada em pesquisa de mercado, divulgou um estudo que revela que 25% dos entrevistados começaram fazer compras no supermercado de maneira online. Além disso, 40% afirmaram que estão utilizando mais o delivery de comida.

A curva do setor de alimentação mostra que nos primeiros dias após a oficialização da quarentena, houve um crescimento acelerado na procura por produtos alimentícios online.

Mas esse comportamento mudou cerca de uma semana depois: o consumo caiu e começou a se aproximar de um equilíbrio. Observar essas alterações nos ajuda a identificar um comportamento impulsivo generalizado e nos oferece indícios de que alguns consumidores estocaram comida nos primeiros dias do isolamento.

Apesar da queda após esse primeiro momento de alta, a média do volume registrado depois da quarentena ainda é superior à média anterior ao isolamento.

Bebidas: alta nos canais digitais

Gráfico bebidas

O setor de bebidas também apresentou aumento nesse período. Com bares e restaurantes fechados, os happy hours têm acontecido em casa. E-commerces de bebidas como a Evino e os canais de entrega da Ambev (Zé Delivery, Sempre em Casa e Empório) registraram aumento da demanda nas últimas semanas de março.

Apesar disso, a Associação Brasileira de Bebidas revelou que entre os dias 15 e 31 houve uma queda média de 52% no faturamento do setor. Portanto, o aumento da demanda nos canais digitais de distribuição de bebidas não chega a suprir a queda geral decorrente do isolamento. Assim, outra percepção que os dados oferecem é de que houve uma migração generalizada do físico para o digital no consumo de bebidas.

Diante desse cenário, a melhor alternativa para empresas dos setores de alimentos e bebidas é investir no delivery. Montar uma operação de entrega e disponibilizar produtos em canais digitais é fundamental neste momento.

Setor de beleza: alta no digital e queda no físico

Gráfico Beleza

Assim como aconteceu com o segmento de bebidas, a quarentena fez crescer a demanda por produtos de beleza nos canais digitais, mas no âmbito geral, o setor apresentou queda.

Os principais negócios afetados são salões de beleza, barbearias e clínicas de estética. Além de estarem fechadas desde o meio de março, essas empresas não têm a possibilidade de oferecer seus serviços pela internet, como é o caso de escolas, por exemplo. De acordo com a Opinion Box, 25% das pessoas cancelaram ou suspenderam serviços de beleza e bem-estar. Destes, 76% pararam de pagar os profissionais.

Assim, uma das melhores estratégias para continuar vendendo nesse período é oferecer vouchers de serviço. Ou seja, vender agora para que o cliente usufrua do serviço no futuro. Pensando nesses empreendedores a Stone, em parceria com a L'oréal e a Trinks, criou a campanha Beleza Amiga. Uma plataforma que reúne salões de beleza de todo o país e facilita a compra de vouchers de serviço nesses estabelecimentos.

Beleza Amiga

Mas há ainda outra maneira de driblar a crise. Os dados mostram que a procura por cosméticos e produtos de beleza aumentou no período da quarentena. Como não é possível ir até os salões de beleza e clínicas de estética, os consumidores estão optando por realizar alguns procedimentos em casa e, por isso, estão comprando mais produtos.

Assim, profissionais da beleza podem vender os produtos que usam. É uma alternativa para este momento tão atípico: já que você não está atendendo clientes, incentive o cuidado pessoal em casa e indique os produtos que você usa no salão. Venda pelas redes sociais com o aplicativo de link de pagamento, assim é fácil, rápido e seguro. Entre em contato com seus clientes e ofereça seus cosméticos por delivery.

Filantropia

Gráfico Filantropia

Logo depois do setor de alimentação, o segmento de filantropia e financiamento coletivo teve o maior aumento a partir da quarentena. Ver esse número subir em tempos difíceis nos traz esperança!

Além das campanhas lançadas em sites filantrópicos, os shows com transmissão ao vivo de vários artistas brasileiros têm arrecadado milhões de reais com o objetivo comum de cuidar de quem está mais vulnerável neste momento.

A maior transmissão ao vivo da história do YouTube aconteceu em meio à quarentena. Foi o show da cantora Marília Mendonça em parceria com a Stone numa iniciativa do movimento Compre Local.

Games e entretenimento digital

Setores em queda

Outro setor que apresentou alta após o início da quarentena é o de jogos digitais. Mais uma vez, o tempo extra em casa é o responsável. Plataformas de entretenimento online como streaming e games têm registrado recordes de acessos e de novos usuários.

Setores em queda

Setores em queda

Por outro lado, alguns setores como turismo e eventos têm apresentado quedas drásticas. Viajar a passeio não é uma possibilidade no momento e até eventos pessoais, como festas de aniversário, têm sido cancelados.

De acordo com a pesquisa da Opinion Box, 37% dos entrevistados deixaram de planejar viagens e 34% cancelaram uma viagem marcada. Alguns países adotaram a estratégia de fechar suas fronteiras para evitar a propagação do vírus. Assim, viagens internacionais estão suspensas.

Além disso, grandes eventos foram adiados e cancelados no mundo todo. O maior exemplo foi o adiamento da Olimpíada de Tóquio para 2021. Mas eventos menores como campeonatos de futebol, shows e eventos corporativos também têm sido adiados.

No caso desses dois setores, a queda aconteceu tanto no meio digital como no meio físico. Grandes e pequenas empresas estão enfrentando um período tenso cujo fim é difícil de prever. No dia 22 de abril o Ministério do Turismo anunciou que vai disponibilizar R$5 bilhões de crédito emergencial para empresas do setor, inclusive micro e pequenos negócios.

Apesar de quedas tão significativas, empresas de turismo e negócios relacionados a eventos também podem aplicar a estratégia de vender agora para entregar o produto depois. Oferecer descontos e preços especiais para clientes que fizerem a compra durante a quarentena é uma forma de aliviar as consequências da crise.

Por fim, lembramos que é importante tomar decisões e definir estratégias baseando-se em dados. Acompanhe o blog e as redes sociais do Pagar.me para continuar recebendo informações relevantes para o seu negócio! E para receber novidades direto no seu e-mail, assine nossa newsletter clicando na imagem abaixo.

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