Golpes com Pix: como proteger seu negócio e seus clientes?

E-commerce

14 de outubro de 2021

Criado pelo Banco Central com o objetivo de facilitar e agilizar os pagamentos digitais, o Pix tem conquistado a preferência dos consumidores e também dos lojistas.

Uma pesquisa da consultoria GMattos indica que o uso da modalidade de pagamento instantâneo quase duplicou no varejo, tanto físico quanto online, do primeiro para o segundo trimestre de 2021.

Além disso, o Pix já é utilizado por 36% dos clientes no e-commerce — os dados são da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo e mostram como a forma de pagamento já se consolidou nos hábitos de consumo da população.

No entanto, com a popularização do Pix, golpistas também se aproveitaram da situação para realizar diferentes fraudes com esse método de pagamento.

Por isso, se você quer proteger o seu e-commerce e os seus clientes de golpes com Pix, é preciso conhecer bem como funcionam essas fraudes e tomar alguns cuidados para evitá-las. Entenda como fazer isso a seguir!

O Pix é seguro?

Antes de tudo, é importante esclarecer que, em termos de tecnologia, o Pix é, sim, uma modalidade de pagamento segura.

Todas as transações realizadas por Pix trafegam na rede do Sistema Financeiro Nacional (SFN), que garante o uso de tecnologias seguras para a criptografia e a autenticação digital dos pagamentos.

O Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), que armazena as informações das chaves Pix, também utiliza a criptografia e outros mecanismos de segurança para proteger os dados pessoais dos usuários de possíveis varreduras.

Além disso, o Banco Central ainda demanda uma série de medidas de segurança que as instituições financeiras e os meios de pagamento devem seguir para viabilizar o Pix para seus clientes.

E os golpes com Pix, então?

Apesar dos recursos citados protegerem as transações por Pix contra possíveis invasões e roubos de informações, eles não evitam a realização de golpes de engenharia social.

Afinal, tratam-se de técnicas de manipulação psicológica para que os usuários realizem uma determinada ação. Ou seja, não envolvem vulnerabilidades da tecnologia e, sim, o comportamento desatento das pessoas.

No entanto, vale destacar que o próprio Banco Central também tem desenvolvido mecanismos para diminuir as chances desses golpes, como o limite de R$ 1 mil para transações realizadas entre 20h e 6h e também a devolução de Pix em casos suspeitos de fraude ou falha operacional.

Como funcionam os principais golpes com Pix?

Como você pode perceber, a atenção por parte do usuário é crucial para evitar golpes com Pix. Dessa forma, é indispensável que as pessoas saibam como funcionam essas fraudes e se eduquem em relação às melhores medidas de proteção.

Conheça a seguir os principais golpes realizados com Pix!

Phishing

O phishing é uma tática utilizada para enganar os usuários com mensagens aparentemente verdadeiras e, então, roubar os seus dados pessoais.

Na prática, os fraudadores enviam comunicações falsas que são muito parecidas com mensagens oficiais de empresas e instituições verdadeiras, via canais como SMS e e-mail.

Geralmente, o texto incentiva a pessoa a clicar em um link que a leva a uma página falsa, similar ao site genuíno da empresa, onde são solicitadas suas informações pessoais, como senhas e dados de pagamento.

Um exemplo comum é quando o usuário recebe um e-mail informando que a sua conta foi bloqueada ou que foi identificada uma transação suspeita e, para resolver o problema, é preciso clicar no link e informar os seus dados.

Outro golpe parecido consiste no envio de um SMS afirmando que a pessoa recebeu uma transferência via Pix, mas que, para disponibilizar o valor, é necessário entrar no link e preencher as informações da sua conta.

Clonagem do WhatsApp

Esse é um dos golpes mais comuns no Brasil e acontece quando os fraudadores fingem ser de uma empresa onde a vítima tem cadastro e solicitam um código de segurança que foi enviado para o usuário via SMS para realizar alguma ação.

Com esse código de autenticação em mãos, os criminosos conseguem clonar a conta de WhatsApp da pessoa em outro aparelho de celular.

Então, eles se passam pelo usuário e mandam mensagens para os seus contatos, dizendo que precisam de dinheiro com urgência e pedindo que eles realizem uma transferência via Pix para a sua conta — que, na verdade, é a conta do golpista.

Falso bug do Pix

Essa fraude é realizada por criminosos que compartilham alertas nas redes sociais ou em canais como e-mail e SMS, informando que há uma falha no sistema de pagamentos do Pix que pode beneficiar os usuários.

Em geral, eles afirmam que, se a pessoa fizer uma transferência para uma chave de Pix específica, ela pode receber o dobro do valor transferido. No entanto, ao fazer isso, o usuário está enviando o dinheiro diretamente para os fraudadores.

Falsa central de atendimento

Nessa modalidade, o golpista entra em contato com a pessoa por telefone e finge ser um funcionário do banco onde ela tem uma conta.

Então, o fraudador oferece ajuda para o cliente ativar sua chave Pix e solicita que ele faça uma transferência para validar se o cadastro foi realizado corretamente. No entanto, como você pode imaginar, a transação é feita diretamente para a conta do criminoso.

Vendas falsas

Outro tipo de golpe acontece quando o fraudador anuncia a venda de um produto na internet, seja nas redes sociais ou em uma loja virtual falsa, e o cliente se interessa e faz a compra via Pix, mas não recebe a mercadoria.

Para que a venda pareça mais legítima para o usuário, ainda há criminosos que fazem uma cópia do site de um e-commerce verdadeiro e inserem um QR Code falso para que a pessoa faça o pagamento do seu pedido.

Há também outra versão dessa fraude, que tem como vítimas pessoas idôneas que estão vendendo algum produto online. O golpista, nesse caso, faz a compra e envia um comprovante falso da transação via Pix para poder receber o item. Entretanto, o valor da compra nunca cai na conta do vendedor.

QR Code fraudulento

Com a popularização das lives de artistas durante a pandemia, tornou-se um costume disponibilizar QR Codes durante o evento para que os espectadores pudessem realizar doações para instituições sociais.

Aproveitando-se dessa tendência, os criminosos gravam a tela dos eventos e criam suas próprias transmissões, trocando o QR Code original por um falso, de forma a roubar o valor das doações feitas pelas pessoas.

Como proteger seu e-commerce e seus clientes de fraudes com Pix?

Agora que você sabe como funcionam os principais golpes com Pix, pode estar se perguntando: mas, então, como proteger a sua loja e os seus clientes de tentativas de fraudes? Confira nossas dicas!

Eduque os clientes sobre as melhores práticas

Como já destacamos, a grande maioria das fraudes envolvendo o Pix têm como alvo os usuários e não os e-commerces em si.

Além disso, elas não são realizadas a partir de alguma fragilidade da tecnologia de pagamento, mas, sim, da falta de conhecimento e atenção por parte dos clientes.

Dessa forma, para proteger os seus consumidores e quebrar o possível receio que eles possam ter em relação ao Pix, é importante educá-los sobre o funcionamento dos golpes e como evitá-los.

Lembre-se de também treinar a sua equipe para orientar os compradores da melhor forma possível.

Medidas para evitar cair em golpes com Pix

  • Não clicar em links suspeitos recebidos por e-mail, SMS, WhatsApp ou redes sociais;
  • Sempre conferir o remetente de e-mails recebidos e o endereço do link para o qual eles direcionam;
  • Verificar a autenticidade e a segurança de sites acessados na internet - em caso de lojas virtuais, vale também conferir a reputação do negócio online;
  • Acessar os canais oficiais das empresas e instituições para verificar se as ofertas ou comunicações recebidas são verdadeiras;
  • Cadastrar suas chaves Pix e preencher informações pessoais somente nos canais oficiais das instituições financeiras - nunca por telefone, por WhatsApp ou em páginas suspeitas;
  • Habilitar a “Verificação em duas etapas” no WhatsApp;
  • Em caso de solicitações de transferências via Pix, confirmar a identidade da pessoa que está pedindo o pagamento;
  • Quando fizer uma transferência por Pix, sempre verificar o destinatário antes de confirmar a transação.

Conte com um meio de pagamento seguro

Além de ajudar a educar os clientes sobre o Pix, é essencial contratar um meio de pagamento seguro para viabilizar as transações por esse método de pagamento no seu e-commerce.

Nesse sentido, um ponto muito importante na hora de escolher a sua solução de pagamentos é verificar se ela faz uso de QR Codes Dinâmicos para a realização das transações via Pix.

Esse tipo de QR Code é gerado uma única vez pelo sistema e fica inválido após a compra, permitindo que somente uma transação seja realizada a partir do código.

No QR Code dinâmico, também é possível incluir informações mais completas sobre a transação, como a identificação do recebedor e do produto, o que é crucial para prevenir os seus clientes de fraudes.

Além disso, por sua natureza de exclusividade para cada venda, esse código também facilita o processo de conciliação para o seu e-commerce.

Pagar.me: a melhor solução para você receber pagamentos via Pix

O Pagar.me é uma plataforma completa de serviços digitais financeiros, que permite que o seu negócio receba pagamentos online via cartão de crédito, boleto bancário e Pix, com segurança e eficiência.

Além de realizar as transações via Pix por QR Codes Dinâmicos, nossa solução ainda oferece um checkout transparente, que não direciona o usuário para outra página na hora de fazer o pagamento do pedido. Assim, o cliente sente-se mais seguro e confiante para fazer a compra no seu site.

Se você quer saber mais sobre o Pagar.me, entre em contato com o nosso time de atendimento — estamos prontos para tirar todas as suas dúvidas. E, se você já quiser começar a vender mais com a nossa tecnologia, cadastre-se!


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