Confira os números do Black Friday no Brasil

E-commerce

24 de agosto de 2017

Com origem nos Estados Unidos, o termo Black Friday tornou-se nacionalmente conhecido no país norte-americano apenas na década de 80. No Brasil, o evento ocorreu pela primeira vez no ano de 2010, atingindo seu primeiro pico de vendas em 2013 – em 2016, as vendas chegaram ao recorde de R$ 1,91 bilhão no varejo online; segundo informações da consultoria E-Bit.

Apesar de ser considerada o maior evento de venda do e-commerce brasileiro (com faturamento que representa, em um único dia, 4,3% do faturamento anual), são poucas as lojas virtuais que preparam sua infraestrutura e logística para o período, ignorando dados como o crescimento de compras via dispositivos móveis – segundo o State of Mobile Commerce, relatório desenvolvido pela agência global Criteo, aparelhos celulares já representam 53% das buscas por produtos no mobile – e, ainda assim, as páginas seguem não amigáveis para esse tipo de uso.

Dificuldades do varejista brasileiro na Black Friday

Para Rogério Tessari, CEO da Tiny, empresa especializada em software de gestão empresarial em nuvem, uma das maiores dificuldades do varejista brasileiro está na adaptação de novas tecnologias aos serviços já oferecidos.

As barreiras tecnológicas se traduzem em números negativos para o e-commerce: em 2015, 90% dos 50 maiores sites brasileiros tiveram algum tipo de indisponibilidade. E, segundo uma pesquisa divulgada pelo Google, isso significa perda de receita. A cada hora em que um site fica fora do ar, são 300 mil visitantes a menos – o que equivale a um prejuízo de R$ 2,9 milhões em vendas (considerando 1,5% de conversão e ticket médio de R$ 653,00).

Já de acordo com uma pesquisa realizada pelo grupo de tecnologia Aberdeen, a cada segundo demorado para carregar uma página, a satisfação do cliente cai em 16% e o número de visualizações em 11%.

“Garantir a eficiência operacional de ponta a ponta é um dos elementos-chave para que se tenha sucesso”, diz Tessari. Além disso, o varejista deve estar atento à reputação do seu empreendimento. “A internet potencializa a capacidade de difundir marcas e de ampliar mercados como nunca antes, porém se as coisas começarem a não funcionar direito, a imagem da empresa pode ficar comprometida. Uma sequência de comentários negativos no Facebook ou Tweets de clientes insatisfeitos são virais”, completa o CEO da Tiny.


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